quarta-feira, 18 de maio de 2011

A Real Estratégia: Sun Tzu, cases de sucesso e auto-ajuda contemporânea

Sempre que caminho por entre as livrarias não me furto à oportunidade de vasculhar os livros de programação neurolingüística (pnl), de coaching, de mentoring. Deveria ficar a critério de um bom biblioteconomista mas acredito que fique a cargo dos próprios funcionários a alocação dos livros. Os de pnl e coaching acabam ficando próximos ou mesmo em três seções: auto-ajuda, administração e psicologia. Bem, tanto a pnl quanto o coaching são ótimas ferramentas que podem auxiliar nos três processos: resolução de questões e angústias pessoais, administrar metas e alcançar objetivos e conhecer-se melhor para viver melhor. São áreas correlatas e é saudável que sempre que possível, trabalhem em uníssono.

Observando os livros que ladeiam os de pnl e de coaching pude notar o excesso de livros com 10 passos, 7 passos, 20 hábitos, 30 técnicas etc para ser mais assertivo, próativo, um vendedor de sucesso, um empresário de sucesso, para resolver isso ou aquilo etc e essas publicações me preocupam.

Sistemas Complexos

Me preocupam não porque esses 10 passos, 20 hábitos ou 30 técnicas não sejam funcionais, muitas vezes o são e são muito até! Tudo depende, é claro, da expectativa com que se adquire tais livros e da forma como se lê essas obras. Quem trabalha com teoria social sabe o quão penoso, inglório, injusto e decepcionante é tentar adequar a sociedade a uma teoria sobre essa sociedade. O mais sábio é sempre sacrificar toda ou pelo menos uma parte da teoria e não querer que a realidade se encaixote para caber nesse ou naquele modelo - porque isso nunca acontecerá. Sociedades são sistemas vastos, complexos e dinâmicos demais para caber em qualquer teoria. O mesmo se aplica ao ser humano.

Indivíduos únicos, circunstâncias únicas

Cada ser humano tem uma representação da realidade diferente. Um pintor sabe muito mais cores e nuances do que o escritor desse texto, com toda certeza. Um cozinheiro conhece muito mais filigranas e teores de sabores que a maior parte de nós. Um índio vive toda a sua vida num ambiente em que nós morreríamos em questão de dias. Seres humanos são diferentes, são frutos de experiências de vida diferentes.

Percepções e pnl

Não me preocupa a intenção do escritor do livro - que elencou um modelo interessante, inteligente talvez mesmo revolucionário de alcançar um determinado objetivo - não me preocupa porque é disso que se trata a pnl, por exemplo. "Modelar", criar um modelo baseado na conduta intrínseca (valores, crenças, identidade) e extrínseca (ambientes, comportamentos, habilidades) de um indivíduo e usar esse modelo para atingir uma performance maior que a que ele atingia anteriormente.

A intenção do leitor

Me preocupa mesmo é a forma como compramos essas obras, como muitas vezes acreditamos sinceramente que a aplicação de um modelo baseado num indivíduo que alcançou um determinado sucesso (suponhamos a criação de um "Modelo Eike Batista" por exemplo) nos faz crer que teremos os mesmos resultados que os alcançados pelo indivíduo modelado. Isso é irreal. As circunstâncias da vida de um Schumacher e o talento de um Schumacher são pessoais e intransferíveis, o que não quer dizer que eu não vá dirigir melhor se modelar o Schumacher, com certeza irei. Mas nunca como ele.
O que você espera que
aconteça ao terminar de
ler um livro como esse???

O problema nos livros com 10 passos, 20 hábitos ou 30 técnicas é que muitas vezes o leitor não tem uma meta bem definida (literalmente não sabe o que quer) e, quando chega ao final do livro, tendo aplicado melhor ou pior alguns dos seus preceitos, fica genuinamente decepcionado ao olhar ao redor e não estar efetivamente "no cockpit" ou balançando uma garrafa surrealmente grande de champagne, vestindo um macacão todo tatuado de empresas e ouvindo as pessoas saudando ele.

Nenhum "case de sucesso" foi criado baseado em outro "case de sucesso"

Quando não temos uma meta bem definida, quando não sabemos o que queremos, nenhum modelo será bom o suficiente, nenhum hábito, nenhuma técnica, nada será eficaz. Mas além disso há também outro fator a ser considerado: a especificidade da realidade à qual aplicamos aquele modelo.

Só sistemas fechados e simples
comportam soluções únicas!
Trabalho com empresas e empresários e muitas vezes ficamos um bom tempo tendo descobertas acerca dos "cases de sucesso". Muitas vezes vejo eles lendo os "cases" como leitores inocentes de auto-ajuda, como se pudessem aplicar, por exemplo, a estratégia da Nike ao problema da Grendene. A Nike tem especificidades, tamanho, estruturas de produção e logística que a Grendene não tem e as "estratégias" da Nike dificilmente se encaixarão nas metas da Grendene. São ambas empresas do ramo de calçados, mas a semelhança nasce e morre aí.

Um "case de sucesso" deve ser lido para percebermos como uma empresa com problemas utilizou os recursos de que dispunha para resolver a questão ou até para alavancar o seu desenvolvimento através dessa situação, mas nunca com a expectativa de aplicarmos diretamente aquele "case" ao nosso caso particular.

Sun Tzu, no capítulo seis da obra "A Arte da Guerra" diz:
"Todo mundo conhece a forma que resultou em vencedor, porém ninguém conhece a forma que assegura a vitória. Em conseqüência a vitória na guerra não é repetitiva, senão que adapta sua forma continuamente. Determinar as mudanças apropriadas significa não repetir as estratégias prévias para obter a vitória. Para consegui-la, posso adaptar-me desde o princípio a qualquer formação que os adversários possam adotar."
Esse texto, escrito a 2500 anos, já nos alertava para a facilidade em perceber o vencedor depois da batalha vencida: "Todo mundo conhece a forma que resultou em vencedor", e para a impossibilidade de saber uma única forma que resulte na vitória: "...porém ninguém conhece a frma que assegura a vitória.", mas o mais importante é sempre a noção de que a vitória não se dá por modelos vitoriosos - nenhum "case de sucesso" foi baseado inteiramente em outro "case de sucesso" - e sim pela capacidade dos indivíduos envolvidos na tarefa de adaptarem-se às circunstâncias reais dadas no momento da "batalha".

Adaptação e vitória

Não estamos aqui apenas porque soubemos lutar bravamente com paus e pedras de 5000 anos até hoje, estamos aqui porque as situações mudaram e nós soubemos nos adaptar. Falando em adaptação, é bom que ela seja sempre mediada por nossas circunstâncias exteriores e orientada para nossas metas. São os dois focos da nossa atenção "no calor da batalha". Um célebre ocidental que estudou muito aprofundadamente acerca da adaptação, percebeu a importância dessa mesma atenção:

"A atenção é a mais importante de todas as faculdades para o desenvolvimento da inteligência humana." - Charles Darwin

Texto de Renato Kress
Diretor do Instituto ATENA
Criador dos Treinamentos A Arte da Guerra e A Jornada do Herói

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Eis o Homem

Quando olhamos para o Cristo Redentor, no alto de Santa Teresa, de braços abertos para toda a cidade do Rio de Janeiro, podemos pensar em Deus, podemos literal e espiritualmente "elevar nossos pensamentos", "direcionar nossas vibrações, orações e percepções para o alto", quando vemos as gigantescas estátuas de Buda, pensamos na indivisão entre espírito e matéria, no uno, indiferenciado, no cosmos. Pensamos na transcendência, no imanente, no eterno. Raramente pensamos no homem. 

Como se pensa o homem?
Quando pensamos no homem, no ser humano, logo nos inundam imagens de guerras, de chacinas, de violência, intolerância e agressividade. É o que somos condicionados para ver e crer, para compreender e para viver, o homem como o portador das piores desgraças, o homem como um vírus, depredando e aniquilando o planeta. Mas quem construiu o Cristo? Quem levantou as estátuas gigantes do Buda, as milhares de stupas e pagodas do rei Asoka pelos confins mais longínquos da Índia? Quem criou a arquitetura da Catedral de Chartres, a cidade de Petra, os jardins japoneses onde não se sabe onde a mão do homem acaba e começa a mão da natureza? O homem pode ser magnífico!


Como cientista político sou educado para observar os interesses por trás de cada ação humana. Quando observo os jornais deflagrando o medo, disseminando a intolerância, a prepotência, a arrogância, o sentimento reacionário de agressão e competitividade entre os homens, penso imediatamente que o horário televisivo é pago e que alguém ou algum sistema se beneficia em menosprezar, diaria e cotidianamente a figura do homem.

No célebre Mahabharata, a apopéia indu da construção do mundo pela ascenção da família dos Pândavas, está a frase: "E agora vou contar-lhe o segredo dos segredos: em todo este universo, não há nada maior do que o homem".

Potencial humano
Essa afirmação, pensada através de nossas lentes ocidentais, viciadas em compreender as relações internas e externas do homem como variações de um jogo de poder, seja através do ego seja através da hierarquia de poderes na sociedade, pode parecer completamente patológica, criada por um ego paranóico ou megalomaníaco a exemplo de alguns tiranos e políticos da história, convencidos de sua sublime importância pessoal. Mas não estamos falando aqui da grandeza de um ego pessoal ou de suas ambições, e sim da grandeza do potencial humano. Potencial que não mais pessoal do que universal, natural a todo ser humano.

Expectativas e jogos de frustração
Você está convencido, com exceção dos estados emocionais de exaltação, da sua própria grandeza e da grandeza do homem? você está em desacordo consigo mesmo, cheio de mal-estares, de culpas, de vergonha às vezes, não tem amor por si mesmo porque está decepcionado demais, não sendo o que os adultos esperavam de você quando você era criança?

Mídia e Medo
Não costumamos ter uma alta opinião do que é o homem, tampouco os outros têm acerca de nós. É triste termos de reconhecer que a nossa civilização, o nosso meio cultural, não faz nada para dar essa alta idéia do que é o homem. Podem nos fazer admirar os feitos dos atletas ou dos cientistas, podem dar o prêmio Nobel a uma santa como Madre Teresa que consagrou a vida ao próximo por amor a Cristo, mas os meios de comunicação nos mostram essa grandeza e essa dignidade intrínsecas a todo homem? E que tipo de homem temos sido levados a admirar? O empresário acumulador? O jogador mercenário? O político espertalhão?

Um produtor e apresentador de TV francês dos anos 1950, Arnaud Desjardins, numa sucessão de viagens ao Oriente em busca de respostas a várias questões fez a seguinte pergunta a um mestre em um Ashram: "Como é possível apreciar o valor do alimento que se dá a si mesmo ou que propõem os outros ao público?" a resposta a essa pergutna foi: "Dar uma alta opinião do que é o homem." Essa resposta deixou o apresentador mudo. Até então ele não tinha percebido em quão baixa conta tinha o restante da humanidade. Tinha uma alta idéia de místicos, mártires, santos, mas não da humanidade. Postas determinadas e muito especiais pessoas à parte, o resto da humanidade - para ele, até então - vivia no medo, na ignorância, na neurose, escrava de desejos e recusas. Desjardins mais tarde declarou: "Além de qualquer questão de vaidade, orgulho, pretensão, além das humilhações ou das lisonjas do ego, descobri um sentimento de dignidade e responsabilidade." Os conceitos de "Areté" e "Timé", as palavras que dão título a esse blog, significam "Superioridade" e "Honra", respectivamente, mas poderiam muito bem terem sido traduzidas como "Dignidade" e "Responsabilidade".

A linha da dignidade
Quando nos propomos a sermos o melhor de nós mesmos compreendemos que existem coisas que simplesmente não faremos. Entre se alistar no exército para travar lutas e matar em nome de uma causa que não me convence, posso escolher fugir, ou em último caso não fazer nada, ou posso simplesmente decidir que nada vale o assassínio de outro ser humano. Certas atitudes estão abaixo da minha dignidade. Compreender a grandeza de sermos humanos engloba, também, compreender e respeitar os limites inerentes a essa condição, principalmente os que nos impomos, aqueles que constroem nosso caráter.

Toda nossa sociedade, odiernamente, parece construída em prol do desmantelamento do caráter humano. E isso serve, claramente, a um interesse. Porque muito dinheiro e muitos recursos são dispendidos para isso. Para evitar que certas perguntas sejam feitas.

Perguntas e perspectivas
Existem perguntas que amedrontam aos que vivem de amedrontar diariamente, televisivamente, midiaticamente. Por exemplo: O que faríamos se soubéssemos o que somos capazes de fazer? Que seres humanos seríamos e que atitudes consideraríamos "abaixo da nossa dignidade"? Engolir a seco que todos querem competir comigo, que não se pode confiar em ninguém e que o mundo é dos mais "espertos"? Talvez essas idéias fossem risíveis.

Um restaurante de outro planeta, em Botafogo
Outro dia fui a um restaurante de comida natural em Botafogo. Uma amiga produtora de cinema me apresentou o espaço. Completamente imerso num terreno pessoal, parecíamos estar em uma casa da Ilha Grande. O interessante mesmo do espaço, para além da comida deliciosa e do suco de laranja com gengibre, era a forma de pagar. No centro do restaurante, à vista de todos os clientes, havia uma caixa de madeira, aberta. Dentro dessa caixa haviam notas de cem, cinquenta, vinte, até dois reais. À hora de pagar a conta pedi que fechassem para mim e o gerente me trouxe um papel com o total e saiu. minha amiga me levou até aquela caixinha, no centro do restaurante e paguei com uma nota de cinquenta, tirando o troco das notas dentro da caixa. A cena toda me pareceu completamente surreal, e foi quando eu percebi também, que não tenho uma boa imagem do homem. Que paguei e peguei o troco certo e também me preocupei se todos fariam o mesmo depois de mim, ou tinham feito o mesmo antes. Meus pensamentos me constrangeram mais que os olhares ao redor e comecei a repensar a imagem que tenho do ser humano. Perguntei ao gerente se aquela forma de pagamento não havia dado problema. A resposta dele foi: "Menos que com Visa", e pediu licença para atender uma mesa e saiu rindo. Ele deve estar acostumado com o estranhamento.

E você? Como tem pensado sobre o homem? Que tipo de imagem têm acerca dos seres humanos? Como essa imagem modifica e condiciona seu comportamento, sua vida, sua história? Como seria enxergar a dignidade e a seriedade de cada um?

Texto: Renato Kress
Diretor do Instituto ATENA

quinta-feira, 31 de março de 2011

Simetria e energia



Pense num católico rezando com as mãos espalmadas, num judeu com os dedos entrecruzados... num monge indiano meditando, agora num muçulmano rezando em direção a Meca... notou uma coisa? Simetria! Todos eles estão em posição simétrica, se você passar uma linha vertical dividindo seus corpos ao meio as duas metades serão sempre idênticas e simultaneamente opostas. Rezar, meditar, é buscar sempre o centro. Observe isso e procure sempre ser o centro dentro de você, ou estar em sintonia com esse centro.


Energia
A natureza da energia é mudança, ela flui, fluiu e vai fluir eternamente, nossa única forma de adquirir potência é justamente garantir que essa energia esteja circulando através do nosso centro, dos nossos critérios, do nosso equilíbrio interno. Caso contrário nos sentiremos sempre "fora do eixo".


Flutuação e centro
Você tem diferentes humores? Então você flutuações energéticas! Ótimo, isso é sinal de que você está vivo e que opera mudanças ao longo da sua vida. Só o universal e estagnado são os realmente patológicos e problemáticos. O que importa é conseguir controlar o fluxo dessas energias inevitáveis porque necessárias à vida. Como dizia Heráclito de Éfeso: "Panta rei", "tudo flui". A natureza da vida é mudança, mas o fato de que mudanças são inevitáveis não é suficiente para concluirmos rasteiramente que qualquer mudança é benéfica. Muitas mudanças podem ser péssimas e cabe a nós operarmos, nesse momento, as novas mudanças necessárias ao reestabelecimento de um equilíbrio chamado "equilíbrio dinâmico" que é o equilíbrio natural dos processos saudáveis da vida.

Equilíbrio dinâmico
Experimente andar devagar. Experimente andar absurdamente devagar, mais lento do que em uma câmera em "slow motion". Você se sentirá desequilibrado entre os passos. Sequer percebemos que qualquer movimento, mesmo o simples ato cotidiano de caminhar, requer um "desequilíbrio" inicial para que seja efetuado. É o mesmo que tentar levantar da cadeira, em que provavelmente você está agora, sem tirar suas costas da cadeira. Só usando os músculos do quadríceps para levantar, sem o auxílio de um "desequilíbrio" inicial da lombar e do abdômen, é impossível. Tente e divirta-se à vontade.

O equilíbrio dinâmico opõe-se à idéia de equilíbrio estático, de estabilidade, rigidez e fixidez. Ele é uma característica inevitável, porque indispensável à vida. Estamos constamente tendo nossos corpos refeitos por células que morrem e dão lugar a novas células que nascem para morrerem em alguns dias. 



Filtros
Já que o fluxo de energia é inevitável, como a mudança e o desequuilíbrio, mesmo que momentâneo, o que nos interessa é saber administrar bem essa troca inevitável de energias, de vida, esse fluxo de que somos parte. Só a estruturação de um bom filtro, só um real conhecer-se a si mesmo, é capaz de orientar o fluxo energético de que somos compostos em direção a nossas metas, alicerçadas em nossos valores e crenças.


Texto: Renato Kress





segunda-feira, 28 de março de 2011

Revolução da Alma - Paulo Roberto Gaefke

Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregue sua alegria, sua paz sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém. Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja. 


A razão da sua vida é você mesmo. A tua paz interior é a tua meta de vida. 


Quando sentires um vazio na alma, quando acreditares que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remete teu pensamento para os teus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você. 


Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você. Não coloque o objetivo longe demais de suas mãos: abrace os que estão ao seu alcance hoje. Se andas desesperado por problemas financeiros, amorosos, ou de relacionamentos familiares, busca em teu interior a resposta para acalmar-te, você é reflexo do que pensas diariamente. Pare de pensar mal de você mesmo(a), e seja seu melhor amigo(a) sempre. 


Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abra um sorriso para aprovar o mundo que te quer oferecer o melhor. Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de você, e você estará afirmando para você mesmo que está "pronto“ para ser feliz. 


Trabalhe, trabalhe muito a seu favor. Pare de esperar a felicidade sem esforços. Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda. Critique menos, trabalhe mais. E não se esqueça nunca de agradecer. Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento 


(...)


Nossa compreensão do universo ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida. A grandeza (da vida) não consiste em receber honras, mas em merecê-las

Texto: Paulo Roberto Gaefke
Texto atribuído erroneamente na internet a Aristóteles.

terça-feira, 22 de março de 2011

A Ilha, o Continente, a mente.

A ilha, a que se chega apenas depois de uma navegação ou de um vôo, é o símbolo por excelência de um centro espiritual e, mais precisamente, do centro espiritual primordial. - Jean Chevalier

A ilha nos mitos e na cultura dos povos
A Síria primitiva, de que fala Homero, e cuja raiz é a mesma que a do nome sânscrito do sol, Suriâ, é uma ilha, a ilha central ou Polar do mundo. Identifica-se com a Tula hiperbórea (a Thule grega), cujo nome se encontra entre os toltecas, originários da ilha de Aztlan (Atlântida?), Tula é a ilha branca, cujo nome (Svetadvipa) aparece nos mitos vixenuístas da Índia e até no Kampuchea (Camboja), onde ele é atribuído ao templo de Prasat Kok Po. A ilha branca é um lugar de "vilegiatura" dos bem aventurados, exatamente como a ilha verde celta (que encerra, aliás, a montanha branca polar), cujo nome se confunde com o da Irlanda. As ilhas primevas nipônicas: Awa, ilha de espuma, e, sobretudo, Onogorojima, formadas pela cristalização do sal que pingou da lança de Izanagi, são, ainda, ilhas brancas. Segundo a tradição muçulmana, o Paraíso terrestre está igualmente situado numa ilha: a do Ceilão. Zeus é originário da ilha sagrada de Creta, pátria dos mistérios.

Centrífuga
Ainda na barriga de nossas mães somos uma ilha, uma pequena (in)consciência inerme num oceano de líquido amniótico. Eis que então emergimos para a luz e nos tornamos lentamente um continente familiar. Esse continente se alarga e novas praias são descobertas nos coleguinhas de colégio, nos vizinhos, professores. Todo o espaço social vai ampliando o reconhecimento do mundo e, através dele, o reconhecimento de si mesmo, nossa percepção e consciência, como se as ondas trouxessem mais e mais pedras e areia e matéria para nossas enseadas. Por algum tempo.

Centrípeta
Após adolescência vêm a redescoberta da ilha. De que nem todos concordam com muito do que pensamos, vemos, ouvimos e sentimos, de que ninguém concorda plenamente com todas as nossas percepções, todas as nossas idéias e projetos e inquietações. E voltamos em busca do centro, um centro que parece cada vez menor. Com o tempo percebemos a necessidade de fortalecer e estruturar esse centro, porque ele será o alicerce para novas e maiores viagens. Só escutando os sons provenientes desse centro, sons que só nós mesmos podemos ouvir e que cuja música depende da nossa percepção e da nossa vibração interna. Sob a viga principal do nosso ser, testando lentamente as fundações e ouvindo a vibração de nosso grafite ou de nosso diamente, frutificamos consciência, valores, caráter até erigirmos um complexo de alicerces chamado personalidade.

Centrífuga
Eis que vem o mundo. Suas pressões e levezas, suas provações e consentimentos, provocações e convites,  limitações e potenciais, angústias e felicidaes, imprevistos e surpresas de todos os tipos. Expandimos nossas percepções até sermos mais, confiamos, nos entegamos à torrente assustadoramente sedutora dos estímulos externos e começamos a reconstruir contatos, espaços, pertencimentos, amizades, idéias, talvez até amores. E esse movimento "para fora" atua como uma onda, expandindo nossas percepções e criações até... que faça como uma onda...

Centrípetas e centrífugas
A saúde mental depende desses momentos, dessas fases de expansão e retração, das percepções, da riqueza de nossa vida interna e externa. Forçar a mente a ficar num momento ou em outro é perder muito das possibilidades da vida, nos cristalizar em constrição de si mesmo ou nos perdermos na dilatação infinita das possibilidades externas. Qualquer universal é patológico.

A Jornada e a Arte
A Jornada do Herói trata das pequenas jornadas que fazemos em busca da melhor construção de nós mesmos para embarcar na grande jornada que é a vida, com seus desafios e méritos. A Arte da Guerra Oriental é o curso de formação em metas e resolução de conflito que usa a PNL para modelar as culturas, religiões, diplomacia e negócios na Índia, China e Japão, oferecendo um leque interpretativo da realidade mais vasto e abrangente. O principal aprendizado da Arte da Guerra não são suas mais de 30 técnicas, mas sim o senso de oportunidade, o momento certo de apliça-las em prol da sua meta e em consonância com seus valores. Tudo em prol do desenvolvimento de heróis e artistas da guerra (especialistas em resolução de conflitos e cumprimento de metas) criativos, autosuficientes, autônomos e saudáveis. Da mente ao corpo. Do corpo à prática. Da prática à compreensão. Construção e percepção. Da ilha ao continente, do continente à mente.

Artigo: Renato Kress
Diretor do Instituto ATENA
Criador e palestrante dos cursos registrados e patenteados
A Jornada do Herói
e
A Arte da Guerra Oriental

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Meta, foco, direcionamento de energia e resultado

Culturalmente dispersamos nossa atenção sobre desejos materiais, comerciais, projetando nossa mente para o passado morto e para o futuro incerto ao invés de concentrarmos nossa energia, pensamento e foco sobre nossas metas. Depois de algum tempo nesse círculo vicioso percebemos o vazio de não vivermos nosso próprio presente, nossa própria jornada.

Por isso o pensamento oriental, especificamente o pensamento do Zen Rinzai, tem sido cada vez mais divulgado no ocidente, seja através de pensadores ocidentais como o Dr. Eckhardt Tolle ou orientais como Osho.

A seguir um conjunto de citações de origem oriental sobre foco, meta e energia direcionada.

Frases de Dugpa Rimpoche, Monge budista de Nagarkot, fronteira com o Tibete

"Concentra teu espírito sobre uma coisa de cada vez, evita a dispersão. Reúna tua vontade numa cabeça de alfinete, e atravessarás o obstáculo."

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"Tú és o teu próprio adversário, a repetida causa dos teus fracassos. há em ti um mundo obscuro que ainda não conheces. Enfrenta-o com armas luminosas."

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"Não desvies nunca a cabeça em face do obstáculo. Desarma-o pela paciência e pela alegria."

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"Deves tornar visível o objetivo que queres atingir, como uma mandala durante uma meditação. Aprende a amar o bom êxito. Faze com que ele brilhe acima de teus atos, como um sol, uma bela luz. Somente então ele se dará a ti."

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"A chance sempre aparece para aquele que a deseja. Nunca subestimes teus sonhos. Deves fazer um pacto com eles, pois são a fonte e a força inesgotáveis que te permitirão vencer. Atrás do obstáculo surge uma liberdade inteiramente nova, um horizonte mais vasto."

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"Não há passado nem futuro. O que fazes, tu o fazes sempre aqui e agora. O instante é o único lugar da experiência onde a vida pode ser apreendida, experimentada, sentida. O passado e o futuro pertencem à fantasmagoria e são tão importantes quanto os fumos do nevoeiro. Aprende a agir a partir do presente, se quiseres mudar a vida."

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"Sê pleno agora. Não há outro lugar ou tempo para isso."

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"Tudo começa hoje."


Frases: Dugpa Rimpoche